Com dois exemplos de condomínios de Bertioga - a Riviera de São Lourenço e a Morada da Praia - a repórter Neide Duarte mostra como esses empreendimentos avançam sobre áreas que deveriam ser preservadas, e ameaçam a vida. Vale a pena assistir. A matéria, aliás, integra uma série de reportagens especiais sobre a Serra do Mar e sua Mata Atlântica, uma das mais ricas do mundo em biodiversidade.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Condomínios ameaçam ecossistema de restinga na Serra do Mar
Com dois exemplos de condomínios de Bertioga - a Riviera de São Lourenço e a Morada da Praia - a repórter Neide Duarte mostra como esses empreendimentos avançam sobre áreas que deveriam ser preservadas, e ameaçam a vida. Vale a pena assistir. A matéria, aliás, integra uma série de reportagens especiais sobre a Serra do Mar e sua Mata Atlântica, uma das mais ricas do mundo em biodiversidade.
domingo, 13 de novembro de 2011
Conheça as casas da Vila Mathias
sábado, 25 de junho de 2011
Clarice 4
(A paixão segundo G.H./Clarice Lispector)
(Foto: Praia Grande, em Ubatuba/SP)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Imagens da vida selvagem
Além desta, há outras imagens igualmente fantásticas que podem ser conferidas aqui.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Fotógrafo registra fronteira entre placas tectônicas
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Bryant Austin e as baleias
A grandeza da baleia vista de pertoPor YUDHIJIT BHATTACHARJEE
Numa tarde quente de verão em 2005, Bryant Austin estava mergulhando nas águas azuis do Pacífico sul perto de Tonga, olhando através de sua câmera para uma baleia jubarte e seu filhote nadando a menos de 45 metros de distância. Enquanto aguardava o momento certo, o filhote brincalhão nadou até bem perto dele, tão perto que ele teve que abaixar a câmera. Foi quando ele sentiu um tapinha leve sobre seu ombro.
Austin se virou e se descobriu olhando diretamente para o olho da baleia mãe, cujo corpo era maior que um ônibus escolar. O tapinha tinha vindo da nadadeira peitoral da baleia, que pesava mais de 900 quilos. Para Austin, o gesto da baleia era um aviso inconfundível: ele tinha chegado perto demais do filhote.
Contudo, a baleia estendera sua nadadeira com tanta graça e precisão -tocando o fotógrafo sem machucá-lo- que Austin ficou estarrecido com sua "contenção delicada".
Aquele momento mudou a vida de Bryant Austin. Ele percebeu que algo tinha ficado faltando em suas quatro décadas passadas fotografando baleias: a beleza da escala verdadeira. Austin concluiu que a única maneira de captar a magnificência das baleias seria recriar fotos delas em tamanho natural. "Eu quis recriar a sensação que tive quando olhei no olho da baleia mãe", ele explicou.
Desde então, ele vem buscando concretizar esse sonho, passando horas incontáveis na companhia de baleias. Trabalhando com cinco baleias diferentes de três espécies, ele criou 25 imagens em escala real, incluindo dois retratos completos, cada um composto de dezenas de fotos de seções diferentes do corpo das baleias.
A maior foto é um retrato de dois por nove metros de uma baleia-anã minke da Grande Barreira de Recifes australiana; os painéis que compõem a imagem pesam 272 quilos. Alguns dos trabalhos de Austin foram expostos em abril na galeria Electric Works.
Fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Conservação de Mamíferos Marinhos por Meio das Artes, Austin exibiu suas imagens na Noruega, na Islândia e no Japão, países que promovem a caça à baleia. Embora a caça comercial às baleias seja proibida desde 1986, esses países e alguns outros matam várias centenas de baleias por ano. A esperança de Austin é que seus retratos em tamanho natural proporcione às plateias uma conexão emocional com esses animais, aumentando apoio à causa de acabar com a caça.
Ele quer conscientizar o público sobre outras ameaças enfrentadas pelas baleias, desde as mortes causadas quando se emaranham em equipamentos de pesca até a acifidicação dos oceanos provocada pelo aquecimento global.
"As imagens são representações singulares e fiéis de seres tão imensamente diferentes de nós, mas ligados a nós pela via mamífera", disse Elizabeth Eyre, bióloga da Universidade Macquarie, em Sydney, especializada em baleias. As imagens também são notáveis por seus detalhes. "Cada parasita, cicatriz e pedaço de pele descascada é visível", disse Eyre.
Austin não leva seu barco para mais perto que três metros de uma baleia, preferindo deixar que o animal nade até seu lado. Ele usa a mesma embarcação todos os dias e se aproxima do local em que estão as baleias em velocidade baixa.
Em uma exposição em Tóquio, em dezembro passado, os retratos de Austin evocaram curiosidade e elogios, gerando a resposta emocional que o fotógrafo espera suscitar em suas plateias, segundo Kotoe Sasamori, naturalista e guia de observação de baleias japonês que ajudou a organizar o evento.
domingo, 8 de maio de 2011
Desejos vãos
Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras… essas… pisa-as toda a gente!
(Desejos vãos, Florbela Espanca)
(Foto: Fim de tarde em Cananeia/SP)
terça-feira, 3 de maio de 2011
José Bonifácio no outono
Para garantir seu predomínio na paisagem arquitetônica da Praça Mauá, o então prefeito Cyro de Athayde Carneiro editou decreto em 1938, até hoje vigente, limitando em 18 metros a altura dos edifícios ao seu redor.
Na foto, detalhe da arquitetura do edifício com um lindo azul de outono no céu ao fundo.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Análise
(Fernando Pessoa)
domingo, 13 de março de 2011
Clarice 3
(Foto: o céu de Santos ao fundo, num dia de verão, a partir da sacada do meu apartamento)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Clarice 2
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Bem-vindo a Santos!
Morro do Tetéu
Vila Gilda
Vila Gilda
Vila Gilda
Vila Gilda
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Luz do sol







quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Livro pioneiro na luta ambiental
sábado, 11 de setembro de 2010
Vida de Saco
Consideradas um dos maiores males ao meio ambiente, as sacolinhas de plástico comum poluem mangues e mares, são confundidas com alimentos pelos animais marinhos (as tartarugas são vítimas constantes) e demoram cerca de 300 anos para se decompor na natureza.
Já as biodegradáveis levam poucos meses para desaparecer no meio ambiente e seus resíduos finais não são tóxicos.
Quem acionou a Justiça para impedir a legislação foi o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo, ou seja, os caras que fabricam sacolas de plástico comum. Eles entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça. Uma liminar determinou a suspensão da lei até que a ação seja julgada. Agora, a Prefeitura de Santos vai tentar derrubar a liminar.
Abaixo um vídeo de pouco mais de 3 minutos, produção da Querô Filmes intitulada Vida de Saco e gravada em Santos, mostra os estragos que o plástico produz na natureza.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O vai e vem do mar
O Fantástico deu hoje uma matéria (vídeo abaixo) mostrando como o avanço e o recuo do mar estão mudando o mapa do litoral brasileiro. Sou suspeita para falar, já que eu adoro o tema, mas o resultado da reportagem ficou bem interessante. Primeiro porque a equipe percorreu toda a costa brasileira para mostrar exemplos reais. Um deles, na Ilha do Cardoso, que eu já fiz matéria (é só ver aqui). Depois porque não se limitou a falar de aquecimento global e da culpa do homem nesse processo.
É claro que temos culpa sobre quase tudo que está acontecendo. Mas não dá para esquecer a mão da natureza. Neste ponto, achei a matéria coerente porque deixou claro que as praias são ambientes absolutamente dinâmicos. O avanço e o recuo do mar simplesmente acontecem. Mas é inegável que ocupamos áreas que não deveríamos e que aceleramos as coisas.
A matéria (não apenas o conteúdo, mas também o tom dela) me lembrou algo que aconteceu em Santos há cerca de duas semanas. Uma ressaca causou estragos na orla e carregou muita areia da Ponta da Praia para o Canal 2. Até aí nenhuma novidade. Tudo bem que o Canal 2 ficou completamente assoreado. Desapareceu. Mas, sempre que há ressacas mais fortes muita areia é retirada da Ponta da Praia. Além disso, areia se movendo sentido São Vicente é o natural. Ela sempre fez esse movimento.
No entanto, como atualmente o canal está sendo dragado para aumentar a capacidade do Porto de Santos, ficou a dúvida sobre até que ponto essa ação não seria culpada pelo estrago. E se não seria o caso de a Codesp pagar a conta do prejuízo.
Ora, não sejamos hipócritas. Há décadas a Ponta da Praia está “emagrecendo”. No entanto, é claro que devemos ficar atentos a influência da dragagem nesse processo. Cavar o fundo do canal pode não apenas acelerar a erosão na Ponta da Praia, em Santos, e no Góes, em Guarujá, como também gerar outros inúmeros prejuízos. Tanto que uma das exigências do Ibama no licenciamento da dragagem foi o monitoramento dos possíveis efeitos desse processo nas praias.
Mas, muito mais grave que essa questão levantada somente agora, na minha opinião, foi precisarmos de uma ressaca tão forte para que, finalmente, pudéssemos ter acesso a algo deveria ser desde sempre público.
Foi apenas depois dos estragos da ressaca, durante uma reunião entre as prefeituras de Santos, Guarujá e a Codesp que um acordo foi firmado neste sentido. Pelo visto, se não houvesse um evento dessa proporção não existiria esse compromisso. Agora, finalmente a estatal se comprometeu a entregar às secretarias de Meio Ambiente das duas cidades relatórios semestrais e informativos mensais sobre a dragagem e o perfil das praias da região.
Só lembrando de um detalhe: o dinheiro que está pagando esse monitoramento é público, assim como o Porto. Então se esse dinheiro é seu, é meu, é de todos nós, é meio óbvio que tenhamos o direito de saber o que está acontecendo.
domingo, 25 de julho de 2010
Diariamente, a luta pela sobrevivência no mar
Foram esses ingredientes que me levaram a experimentar emoções distintas sobre um mesmo tema em um curto espaço de tempo. Fui da alegria à tristeza. E faço questão de registrar meus sentimentos aqui justamente por se tratar de uma de minhas paixões: o mar.
Tive oportunidade de conhecer de perto o trabalho de um pessoal que passei a admirar ainda mais. A dedicação dos profissionais para salvar animais marinhos é antes de tudo inspiradora. Estou falando do Grupo de Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos (Gremar), formado por veterinários, biólogos, oceanógrafos, estudantes e voluntários.Em cerca de 15 dias, estive com Gremar duas vezes. Na primeira para escrever uma matéria sobre o trabalho do grupo. Na segunda para contar a história de Sininho, um golfinho fêmea encontrado na Praia do Sino, em Ilhabela e levado à Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, para ser tratado no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Cram) Reviva (para ler as matérias, basta clicar nas imagens e depois clicar no canto inferior delas para expandir).
Extremamente debilitado por ter se afogado, o mamífero lutou muito para sobreviver. No trajeto entre Ilhabela e Guarujá, feito em um caminhão, por pouco não morreu. Já em um reservatório da Ilha dos Arvoredos, precisou da ajuda dos profissionais e de suporte para nadar. E, durante 12 dias, foi preciso vigiar dia e noite para que Sininho não afundasse na água e morresse.
O afogamento do golfinho foi resultado de uma captura acidental. Com marcas de rede no corpo e anzóis presos na boca, ficou claro que Sininho se feriu porque se deparou com o homem e uma de suas atividades econômicas: a pesca. Por causa disso, acabou com o pulmão cheio de água e comprometido.
A história do golfinho mobilizou outros grupos e profissionais que ajudaram no tratamento. Mas infelizmente, neste capítulo da guerra entre a natureza e o homem foi o meio ambiente que levou a pior e perdeu a batalha. Sininho teve insuficiência aguda respiratória e morreu no último dia 20. Como disse, fui da alegria à tristeza.
Para piorar, começaram a chegar ao litoral outros animais. Todo o ano é assim. No inverno, quando eles estão migrando, muitos acabam perdidos de seus grupos e encalhados nas praias. O problema é que neste mês, uma frente fria associada ao mar agitado acabou arrastando para a Baixada Santista quase 600 animais marinhos. A maioria, pinguins-de-magalhães e mortos. Os poucos que sobreviveram estão nas mãos de profissionais como os do Gremar, que lutam em terra para recuperá-los e devolvê-los ao mar.










