terça-feira, 5 de junho de 2012

Condomínios ameaçam ecossistema de restinga na Serra do Mar

Hoje, 5 de junho, quando se comemora o Dia do Meio Ambiente, uma matéria veiculada no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, escancarou uma realidade também experimentada na Baixada Santista: a ganância imobiliária que destrói toda e qualquer barreira. Inclusive as naturais. 


Com dois exemplos de condomínios de Bertioga - a Riviera de São Lourenço e a Morada da Praia - a repórter Neide Duarte mostra como esses empreendimentos avançam sobre áreas que deveriam ser preservadas, e ameaçam a vida. Vale a pena assistir. A matéria, aliás, integra uma série de reportagens especiais sobre a Serra do Mar e sua Mata Atlântica, uma das mais ricas do mundo em biodiversidade.



Clique na imagem para assistir

domingo, 13 de novembro de 2011

Conheça as casas da Vila Mathias

Cada vez mais incomuns na cidade, cenas como essas registradas no Melhor de Santos, valem a pena. Até quando esse cenário da Vila Mathias vai existir? Provavelmente até que essas casas sejam substituídas por espigões que desfiguram o município. Enquanto isso não acontece, vamos apreciar a paisagem.



sábado, 25 de junho de 2011

Clarice 4


“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira que vivo.”


(A paixão segundo G.H./Clarice Lispector)


(Foto: Praia Grande, em Ubatuba/SP)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imagens da vida selvagem

Até do o dia 25 de setembro o Museu Smithsonian de História Natural, em Washington (EUA), exibe as fotos do concurso anual que escolhe as melhores imagens da vida selvagem. A foto vencedora do Grande Prêmio, do fotógrafo escocês Peter Cairns, mostra uma águia-pescadora em ação na Finlândia.


Além desta, há outras imagens igualmente fantásticas que podem ser conferidas aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fotógrafo registra fronteira entre placas tectônicas

O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. 
A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.
A matéria da BBC Brasil e outras fotos você vê aqui.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bryant Austin e as baleias

O caderno The New York Times, publicado na Folha de São Paulo desta segunda-feira (dia 9 de maio) traz matéria sobre o trabalho do fotógrafo Bryant Austin, especializado em clicar baleias (texto abaixo: A grandeza da baleia vista de perto).

Austin é fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Conservação de Mamíferos Marinhos por Meio das Artes, e criou 25 imagens em escala real, incluindo dois retratos completos, cada um composto de dezenas de fotos de seções diferentes do corpo das baleias.

Suas fotos já foram exibidas na Noruega, na Islândia e no Japão, países que promovem a caça à baleia. A esperança do fotógrafo é que seus retratos em tamanho natural proporcionem às plateias uma conexão emocional com esses animais, aumentando apoio à causa de acabar com a caça.

Apesar de no Brasil não haver caça a baleias, eu adoraria ver uma exposição desta por aqui. Afinal, quando o assunto é mar temos outras questões que devemos nos conscientizar, como por exemplo, a quantidade de animais marinhos que morre ou se prejudica com equipamentos de pesca ou com o lixo deixados no oceano. Basta lembrar das centenas de animais encontrados mortos (principalmente pinguins e tartarugas) nas praias da Baixada Santista no ano passado.

A grandeza da baleia vista de perto

Por YUDHIJIT BHATTACHARJEE

Numa tarde quente de verão em 2005, Bryant Austin estava mergulhando nas águas azuis do Pacífico sul perto de Tonga, olhando através de sua câmera para uma baleia jubarte e seu filhote nadando a menos de 45 metros de distância. Enquanto aguardava o momento certo, o filhote brincalhão nadou até bem perto dele, tão perto que ele teve que abaixar a câmera. Foi quando ele sentiu um tapinha leve sobre seu ombro.

Austin se virou e se descobriu olhando diretamente para o olho da baleia mãe, cujo corpo era maior que um ônibus escolar. O tapinha tinha vindo da nadadeira peitoral da baleia, que pesava mais de 900 quilos. Para Austin, o gesto da baleia era um aviso inconfundível: ele tinha chegado perto demais do filhote.

Contudo, a baleia estendera sua nadadeira com tanta graça e precisão -tocando o fotógrafo sem machucá-lo- que Austin ficou estarrecido com sua "contenção delicada".
Aquele momento mudou a vida de Bryant Austin. Ele percebeu que algo tinha ficado faltando em suas quatro décadas passadas fotografando baleias: a beleza da escala verdadeira. Austin concluiu que a única maneira de captar a magnificência das baleias seria recriar fotos delas em tamanho natural. "Eu quis recriar a sensação que tive quando olhei no olho da baleia mãe", ele explicou.

Desde então, ele vem buscando concretizar esse sonho, passando horas incontáveis na companhia de baleias. Trabalhando com cinco baleias diferentes de três espécies, ele criou 25 imagens em escala real, incluindo dois retratos completos, cada um composto de dezenas de fotos de seções diferentes do corpo das baleias.

A maior foto é um retrato de dois por nove metros de uma baleia-anã minke da Grande Barreira de Recifes australiana; os painéis que compõem a imagem pesam 272 quilos. Alguns dos trabalhos de Austin foram expostos em abril na galeria Electric Works.

Fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Conservação de Mamíferos Marinhos por Meio das Artes, Austin exibiu suas imagens na Noruega, na Islândia e no Japão, países que promovem a caça à baleia. Embora a caça comercial às baleias seja proibida desde 1986, esses países e alguns outros matam várias centenas de baleias por ano. A esperança de Austin é que seus retratos em tamanho natural proporcione às plateias uma conexão emocional com esses animais, aumentando apoio à causa de acabar com a caça.

Ele quer conscientizar o público sobre outras ameaças enfrentadas pelas baleias, desde as mortes causadas quando se emaranham em equipamentos de pesca até a acifidicação dos oceanos provocada pelo aquecimento global.

"As imagens são representações singulares e fiéis de seres tão imensamente diferentes de nós, mas ligados a nós pela via mamífera", disse Elizabeth Eyre, bióloga da Universidade Macquarie, em Sydney, especializada em baleias. As imagens também são notáveis por seus detalhes. "Cada parasita, cicatriz e pedaço de pele descascada é visível", disse Eyre.

Austin não leva seu barco para mais perto que três metros de uma baleia, preferindo deixar que o animal nade até seu lado. Ele usa a mesma embarcação todos os dias e se aproxima do local em que estão as baleias em velocidade baixa.


Em uma exposição em Tóquio, em dezembro passado, os retratos de Austin evocaram curiosidade e elogios, gerando a resposta emocional que o fotógrafo espera suscitar em suas plateias, segundo Kotoe Sasamori, naturalista e guia de observação de baleias japonês que ajudou a organizar o evento.

domingo, 8 de maio de 2011

Desejos vãos

Eu queria ser o mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!

Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!


Eu queria ser o sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!


Mas o mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!


E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras… essas… pisa-as toda a gente!
(Desejos vãos, Florbela Espanca)


(Foto: Fim de tarde em Cananeia/SP)

terça-feira, 3 de maio de 2011

José Bonifácio no outono

Com 72 anos, o Palácio José Bonifácio, no Centro, foi inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas, em 26 de janeiro de 1939. O prédio é sede da Prefeitura de Santos e ainda abriga uma parte da Câmara Municipal. 


Para garantir seu predomínio na paisagem arquitetônica da Praça Mauá, o então prefeito Cyro de Athayde Carneiro editou decreto em 1938, até hoje vigente, limitando em 18 metros a altura dos edifícios ao seu redor. 


Na foto, detalhe da arquitetura do edifício com um lindo azul de outono no céu ao fundo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Análise

"Tão abstrata é a idéia do teu ser / Que me vem de te olhar, que, ao entreter / Os meus olhos nos teus, perco-os de vista, / E nada fica em meu olhar, e dista / Teu corpo do meu ver tão longemente, / E a idéia do teu ser fica tão rente / Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me / Sabendo que tu és, que, só por ter-me / Consciente de ti, nem a mim sinto. / E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto / A ilusão da sensação, e sonho, / Não te vendo, nem vendo, nem sabendo / Que te vejo, ou sequer que sou, risonho / Do interior crepúsculo tristonho / Em que sinto que sonho o que me sinto sendo".
(Fernando Pessoa) 


(Foto: Ribeirão Preto/SP)

domingo, 13 de março de 2011

Clarice 3

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"
(Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector)


(Foto: o céu de Santos ao fundo, num dia de verão, a partir da sacada do meu apartamento)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Clarice 2

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".

Clarice Lispector

Foto: Praia da Enseada, em Ubatuba (SP)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bem-vindo a Santos!

O Jornal da Record está apresentando desde segunda-feira (dia 17) uma série de reportagens chamada Vizinhos do Crime. Nas matérias, a equipe formada por Ana Paula Padrão, Gilson Dias, Lumi Zúnica e Guta Nascimento mostra como comunidades são obrigadas a conviver de perto com a criminalidade, em especial com o tráfico de drogas.

A série ainda revela imagens da desigualdade social, traduzida em pobreza extrema, déficit habitacional, doenças e danos ao meio ambiente.

Até agora já foram apresentadas cinco reportagens. Detalhe: todas mostrando uma realidade de Santos que a maioria dos santistas desconhece ou finge (incluindo aí autoridades da Cidade) que não existe.

Bem diferentes e distantes do principal cartão-postal de Santos (o jardim da orla), esses bairros existem sim e fazem parte do Município. Então, para os "turistas" de plantão, bem-vindos a Santos!

Morro do Tetéu



Vila Gilda


Vila Gilda


Vila Gilda


Vila Gilda

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Luz do sol










"Quem está ao sol e fecha os olhos,
começa a não saber o que é sol.
(...)
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
de todos os filósofos e de todos os poetas".
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Na sequência: fotos 1, 2, 3 e 4 (Morro de São Paulo), 5 (trajeto entre Maraú e Itacaré), 6 e 7 (Itacaré)/Bahia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Livro pioneiro na luta ambiental

O best-seller O Mar Que Nos Cerca (254 páginas, vendido a R$ 36), da bióloga e escritora norteamericana Rachel Carson, finalmente chegou ao Brasil. Lançado pela Editora Gaia, o livro se tornou referência por causa do estilo agradável que a pesquisadora usava em seus textos científicos: ciência em forma de romance e ao mesmo tempo um estudo minucioso sobre o conhecimento oceanográfico nos anos 50.

A obra de Rachel Carson é tão importante que o ex-vice-presidente americano Al Gore atribuiu a ela, em seu documentário Uma Verdade Inconveniente, a criação da Agência de Proteção do Ambiente, organismo estatal norte-americano. Ao lado do francês Jacques Cousteau, na década de 50, Rachel foi a responsável por dar impulso à discussão ambientalista em nível mundial, especialmente em relação aos oceanos.

Ela enfrentou empresários de indústrias poluentes (principalmente fabricantes de pesticidas), que tentaram inclusive impedir o lançamento de um de seus livros mais famosos, Primavera Silenciosa, em 1962.

sábado, 11 de setembro de 2010

Vida de Saco

Uma lei aprovada pela Câmara de Santos em fevereiro, sancionada e publicada em março e que passaria a valer a partir de amanhã foi barrada na Justiça. A norma quer obrigar o comércio da Cidade a utilizar embalagens plásticas biodegradáveis ou reutilizáveis para o acondicionamento de produtos . Em outras palavras, a ideia é banir as sacolas de plástico comum do Município.

Consideradas um dos maiores males ao meio ambiente, as sacolinhas de plástico comum poluem mangues e mares, são confundidas com alimentos pelos animais marinhos (as tartarugas são vítimas constantes) e demoram cerca de 300 anos para se decompor na natureza.

Já as biodegradáveis levam poucos meses para desaparecer no meio ambiente e seus resíduos finais não são tóxicos.

Quem acionou a Justiça para impedir a legislação foi o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo, ou seja, os caras que fabricam sacolas de plástico comum. Eles entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça. Uma liminar determinou a suspensão da lei até que a ação seja julgada. Agora, a Prefeitura de Santos vai tentar derrubar a liminar.

Abaixo um vídeo de pouco mais de 3 minutos, produção da Querô Filmes intitulada Vida de Saco e gravada em Santos, mostra os estragos que o plástico produz na natureza.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O vai e vem do mar

O Fantástico deu hoje uma matéria (vídeo abaixo) mostrando como o avanço e o recuo do mar estão mudando o mapa do litoral brasileiro. Sou suspeita para falar, já que eu adoro o tema, mas o resultado da reportagem ficou bem interessante. Primeiro porque a equipe percorreu toda a costa brasileira para mostrar exemplos reais. Um deles, na Ilha do Cardoso, que eu já fiz matéria (é só ver aqui). Depois porque não se limitou a falar de aquecimento global e da culpa do homem nesse processo.


É claro que temos culpa sobre quase tudo que está acontecendo. Mas não dá para esquecer a mão da natureza. Neste ponto, achei a matéria coerente porque deixou claro que as praias são ambientes absolutamente dinâmicos. O avanço e o recuo do mar simplesmente acontecem. Mas é inegável que ocupamos áreas que não deveríamos e que aceleramos as coisas.


A matéria (não apenas o conteúdo, mas também o tom dela) me lembrou algo que aconteceu em Santos há cerca de duas semanas. Uma ressaca causou estragos na orla e carregou muita areia da Ponta da Praia para o Canal 2. Até aí nenhuma novidade. Tudo bem que o Canal 2 ficou completamente assoreado. Desapareceu. Mas, sempre que há ressacas mais fortes muita areia é retirada da Ponta da Praia. Além disso, areia se movendo sentido São Vicente é o natural. Ela sempre fez esse movimento.


No entanto, como atualmente o canal está sendo dragado para aumentar a capacidade do Porto de Santos, ficou a dúvida sobre até que ponto essa ação não seria culpada pelo estrago. E se não seria o caso de a Codesp pagar a conta do prejuízo.


Ora, não sejamos hipócritas. Há décadas a Ponta da Praia está “emagrecendo”. No entanto, é claro que devemos ficar atentos a influência da dragagem nesse processo. Cavar o fundo do canal pode não apenas acelerar a erosão na Ponta da Praia, em Santos, e no Góes, em Guarujá, como também gerar outros inúmeros prejuízos. Tanto que uma das exigências do Ibama no licenciamento da dragagem foi o monitoramento dos possíveis efeitos desse processo nas praias.


Mas, muito mais grave que essa questão levantada somente agora, na minha opinião, foi precisarmos de uma ressaca tão forte para que, finalmente, pudéssemos ter acesso a algo deveria ser desde sempre público.


Foi apenas depois dos estragos da ressaca, durante uma reunião entre as prefeituras de Santos, Guarujá e a Codesp que um acordo foi firmado neste sentido. Pelo visto, se não houvesse um evento dessa proporção não existiria esse compromisso. Agora, finalmente a estatal se comprometeu a entregar às secretarias de Meio Ambiente das duas cidades relatórios semestrais e informativos mensais sobre a dragagem e o perfil das praias da região.


Só lembrando de um detalhe: o dinheiro que está pagando esse monitoramento é público, assim como o Porto. Então se esse dinheiro é seu, é meu, é de todos nós, é meio óbvio que tenhamos o direito de saber o que está acontecendo.


domingo, 25 de julho de 2010

Diariamente, a luta pela sobrevivência no mar

Todos os dias uma guerra é travada no mar. Animais marinhos lutam para sobreviver. A batalha é dura e inclui os homens e suas atividades econômicas, escassez de alimentos e adversidades do clima.

Foram esses ingredientes que me levaram a experimentar emoções distintas sobre um mesmo tema em um curto espaço de tempo. Fui da alegria à tristeza. E faço questão de registrar meus sentimentos aqui justamente por se tratar de uma de minhas paixões: o mar.

Tive oportunidade de conhecer de perto o trabalho de um pessoal que passei a admirar ainda mais. A dedicação dos profissionais para salvar animais marinhos é antes de tudo inspiradora. Estou falando do Grupo de Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos (Gremar), formado por veterinários, biólogos, oceanógrafos, estudantes e voluntários.


Em cerca de 15 dias, estive com Gremar duas vezes. Na primeira para escrever uma matéria sobre o trabalho do grupo. Na segunda para contar a história de Sininho, um golfinho fêmea encontrado na Praia do Sino, em Ilhabela e levado à Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, para ser tratado no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Cram) Reviva (para ler as matérias, basta clicar nas imagens e depois clicar no canto inferior delas para expandir).

Extremamente debilitado por ter se afogado, o mamífero lutou muito para sobreviver. No trajeto entre Ilhabela e Guarujá, feito em um caminhão, por pouco não morreu. Já em um reservatório da Ilha dos Arvoredos, precisou da ajuda dos profissionais e de suporte para nadar. E, durante 12 dias, foi preciso vigiar dia e noite para que Sininho não afundasse na água e morresse.

O afogamento do golfinho foi resultado de uma captura acidental. Com marcas de rede no corpo e anzóis presos na boca, ficou claro que Sininho se feriu porque se deparou com o homem e uma de suas atividades econômicas: a pesca. Por causa disso, acabou com o pulmão cheio de água e comprometido.


A história do golfinho mobilizou outros grupos e profissionais que ajudaram no tratamento. Mas infelizmente, neste capítulo da guerra entre a natureza e o homem foi o meio ambiente que levou a pior e perdeu a batalha. Sininho teve insuficiência aguda respiratória e morreu no último dia 20. Como disse, fui da alegria à tristeza.

Para piorar, começaram a chegar ao litoral outros animais. Todo o ano é assim. No inverno, quando eles estão migrando, muitos acabam perdidos de seus grupos e encalhados nas praias. O problema é que neste mês, uma frente fria associada ao mar agitado acabou arrastando para a Baixada Santista quase 600 animais marinhos. A maioria, pinguins-de-magalhães e mortos. Os poucos que sobreviveram estão nas mãos de profissionais como os do Gremar, que lutam em terra para recuperá-los e devolvê-los ao mar.

domingo, 30 de maio de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (5)





É Doce Morrer No Mar (Dorival Caymmi)
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Fotos na sequência: Ilha do Cardoso (SP), Rio São Francisco (AL) e Paraty (RJ)

domingo, 9 de maio de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (4)


Velho Pescador (Dorival Caymmi)
Joga a rede no mar
Deixa o barco correr
O que ela recolher,
não pode reclamar,
a sorte e quem mandou
Esta vida é um mar
Deixa a onda bater
Fotos na sequência: Rio de Janeiro (RJ), Búzios (RJ) e Rio São Francisco (AL)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (3)



Pescaria (Dorival Caymmi)
Ô canoeiro bota rede,

bota rede no mar
ô canoeiro bota rede no mar.
Cerca o peixe, bate o remo,

puxa corda, colhe a rede,
ô canoeiro puxa rede do mar.






Fotos na sequência: Búzios (RJ), Iguape (SP) e Búzios (RJ)