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sábado, 25 de junho de 2011

Clarice 4


“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira que vivo.”


(A paixão segundo G.H./Clarice Lispector)


(Foto: Praia Grande, em Ubatuba/SP)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imagens da vida selvagem

Até do o dia 25 de setembro o Museu Smithsonian de História Natural, em Washington (EUA), exibe as fotos do concurso anual que escolhe as melhores imagens da vida selvagem. A foto vencedora do Grande Prêmio, do fotógrafo escocês Peter Cairns, mostra uma águia-pescadora em ação na Finlândia.


Além desta, há outras imagens igualmente fantásticas que podem ser conferidas aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fotógrafo registra fronteira entre placas tectônicas

O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. 
A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.
A matéria da BBC Brasil e outras fotos você vê aqui.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bryant Austin e as baleias

O caderno The New York Times, publicado na Folha de São Paulo desta segunda-feira (dia 9 de maio) traz matéria sobre o trabalho do fotógrafo Bryant Austin, especializado em clicar baleias (texto abaixo: A grandeza da baleia vista de perto).

Austin é fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Conservação de Mamíferos Marinhos por Meio das Artes, e criou 25 imagens em escala real, incluindo dois retratos completos, cada um composto de dezenas de fotos de seções diferentes do corpo das baleias.

Suas fotos já foram exibidas na Noruega, na Islândia e no Japão, países que promovem a caça à baleia. A esperança do fotógrafo é que seus retratos em tamanho natural proporcionem às plateias uma conexão emocional com esses animais, aumentando apoio à causa de acabar com a caça.

Apesar de no Brasil não haver caça a baleias, eu adoraria ver uma exposição desta por aqui. Afinal, quando o assunto é mar temos outras questões que devemos nos conscientizar, como por exemplo, a quantidade de animais marinhos que morre ou se prejudica com equipamentos de pesca ou com o lixo deixados no oceano. Basta lembrar das centenas de animais encontrados mortos (principalmente pinguins e tartarugas) nas praias da Baixada Santista no ano passado.

A grandeza da baleia vista de perto

Por YUDHIJIT BHATTACHARJEE

Numa tarde quente de verão em 2005, Bryant Austin estava mergulhando nas águas azuis do Pacífico sul perto de Tonga, olhando através de sua câmera para uma baleia jubarte e seu filhote nadando a menos de 45 metros de distância. Enquanto aguardava o momento certo, o filhote brincalhão nadou até bem perto dele, tão perto que ele teve que abaixar a câmera. Foi quando ele sentiu um tapinha leve sobre seu ombro.

Austin se virou e se descobriu olhando diretamente para o olho da baleia mãe, cujo corpo era maior que um ônibus escolar. O tapinha tinha vindo da nadadeira peitoral da baleia, que pesava mais de 900 quilos. Para Austin, o gesto da baleia era um aviso inconfundível: ele tinha chegado perto demais do filhote.

Contudo, a baleia estendera sua nadadeira com tanta graça e precisão -tocando o fotógrafo sem machucá-lo- que Austin ficou estarrecido com sua "contenção delicada".
Aquele momento mudou a vida de Bryant Austin. Ele percebeu que algo tinha ficado faltando em suas quatro décadas passadas fotografando baleias: a beleza da escala verdadeira. Austin concluiu que a única maneira de captar a magnificência das baleias seria recriar fotos delas em tamanho natural. "Eu quis recriar a sensação que tive quando olhei no olho da baleia mãe", ele explicou.

Desde então, ele vem buscando concretizar esse sonho, passando horas incontáveis na companhia de baleias. Trabalhando com cinco baleias diferentes de três espécies, ele criou 25 imagens em escala real, incluindo dois retratos completos, cada um composto de dezenas de fotos de seções diferentes do corpo das baleias.

A maior foto é um retrato de dois por nove metros de uma baleia-anã minke da Grande Barreira de Recifes australiana; os painéis que compõem a imagem pesam 272 quilos. Alguns dos trabalhos de Austin foram expostos em abril na galeria Electric Works.

Fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Conservação de Mamíferos Marinhos por Meio das Artes, Austin exibiu suas imagens na Noruega, na Islândia e no Japão, países que promovem a caça à baleia. Embora a caça comercial às baleias seja proibida desde 1986, esses países e alguns outros matam várias centenas de baleias por ano. A esperança de Austin é que seus retratos em tamanho natural proporcione às plateias uma conexão emocional com esses animais, aumentando apoio à causa de acabar com a caça.

Ele quer conscientizar o público sobre outras ameaças enfrentadas pelas baleias, desde as mortes causadas quando se emaranham em equipamentos de pesca até a acifidicação dos oceanos provocada pelo aquecimento global.

"As imagens são representações singulares e fiéis de seres tão imensamente diferentes de nós, mas ligados a nós pela via mamífera", disse Elizabeth Eyre, bióloga da Universidade Macquarie, em Sydney, especializada em baleias. As imagens também são notáveis por seus detalhes. "Cada parasita, cicatriz e pedaço de pele descascada é visível", disse Eyre.

Austin não leva seu barco para mais perto que três metros de uma baleia, preferindo deixar que o animal nade até seu lado. Ele usa a mesma embarcação todos os dias e se aproxima do local em que estão as baleias em velocidade baixa.


Em uma exposição em Tóquio, em dezembro passado, os retratos de Austin evocaram curiosidade e elogios, gerando a resposta emocional que o fotógrafo espera suscitar em suas plateias, segundo Kotoe Sasamori, naturalista e guia de observação de baleias japonês que ajudou a organizar o evento.

domingo, 8 de maio de 2011

Desejos vãos

Eu queria ser o mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!

Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!


Eu queria ser o sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!


Mas o mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!


E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras… essas… pisa-as toda a gente!
(Desejos vãos, Florbela Espanca)


(Foto: Fim de tarde em Cananeia/SP)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Análise

"Tão abstrata é a idéia do teu ser / Que me vem de te olhar, que, ao entreter / Os meus olhos nos teus, perco-os de vista, / E nada fica em meu olhar, e dista / Teu corpo do meu ver tão longemente, / E a idéia do teu ser fica tão rente / Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me / Sabendo que tu és, que, só por ter-me / Consciente de ti, nem a mim sinto. / E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto / A ilusão da sensação, e sonho, / Não te vendo, nem vendo, nem sabendo / Que te vejo, ou sequer que sou, risonho / Do interior crepúsculo tristonho / Em que sinto que sonho o que me sinto sendo".
(Fernando Pessoa) 


(Foto: Ribeirão Preto/SP)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Clarice 2

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".

Clarice Lispector

Foto: Praia da Enseada, em Ubatuba (SP)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Luz do sol










"Quem está ao sol e fecha os olhos,
começa a não saber o que é sol.
(...)
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
de todos os filósofos e de todos os poetas".
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Na sequência: fotos 1, 2, 3 e 4 (Morro de São Paulo), 5 (trajeto entre Maraú e Itacaré), 6 e 7 (Itacaré)/Bahia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Livro pioneiro na luta ambiental

O best-seller O Mar Que Nos Cerca (254 páginas, vendido a R$ 36), da bióloga e escritora norteamericana Rachel Carson, finalmente chegou ao Brasil. Lançado pela Editora Gaia, o livro se tornou referência por causa do estilo agradável que a pesquisadora usava em seus textos científicos: ciência em forma de romance e ao mesmo tempo um estudo minucioso sobre o conhecimento oceanográfico nos anos 50.

A obra de Rachel Carson é tão importante que o ex-vice-presidente americano Al Gore atribuiu a ela, em seu documentário Uma Verdade Inconveniente, a criação da Agência de Proteção do Ambiente, organismo estatal norte-americano. Ao lado do francês Jacques Cousteau, na década de 50, Rachel foi a responsável por dar impulso à discussão ambientalista em nível mundial, especialmente em relação aos oceanos.

Ela enfrentou empresários de indústrias poluentes (principalmente fabricantes de pesticidas), que tentaram inclusive impedir o lançamento de um de seus livros mais famosos, Primavera Silenciosa, em 1962.

domingo, 30 de maio de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (5)





É Doce Morrer No Mar (Dorival Caymmi)
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Fotos na sequência: Ilha do Cardoso (SP), Rio São Francisco (AL) e Paraty (RJ)

domingo, 9 de maio de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (4)


Velho Pescador (Dorival Caymmi)
Joga a rede no mar
Deixa o barco correr
O que ela recolher,
não pode reclamar,
a sorte e quem mandou
Esta vida é um mar
Deixa a onda bater
Fotos na sequência: Rio de Janeiro (RJ), Búzios (RJ) e Rio São Francisco (AL)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (3)



Pescaria (Dorival Caymmi)
Ô canoeiro bota rede,

bota rede no mar
ô canoeiro bota rede no mar.
Cerca o peixe, bate o remo,

puxa corda, colhe a rede,
ô canoeiro puxa rede do mar.






Fotos na sequência: Búzios (RJ), Iguape (SP) e Búzios (RJ)

sábado, 17 de abril de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (2)

Mais algumas fotos que têm o mar como pano de fundo e Dorival Caymmi como trilha sonora.




O mar (Dorival Caymmi)
O mar quando quebra na praia

É bonito, é bonito
O mar... pescador quando sai

Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar



Fotos na sequência: Calhetas/Cabo de Santo Agostinho (PE) e Paraty (RJ)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (1)



Sempre fui apaixonada pela relação do homem com o mar. Exemplo disso é a quantidade de imagens que costumo registrar de barcos de pesca e de pescadores. E para ilustrar uma sequência de fotos com esse tema, nada melhor do que Dorival Caymmi, que (en) cantou o mar como nenhum outro



Suíte do pescador (Dorival Caymmi)
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer
Fotos na sequência: Paraty (RJ), Ubatuba (SP) e Iguape (SP)

terça-feira, 30 de março de 2010

Redescobrindo Paraty

Cada vez que vou à Paraty, essa pequena cidade do Estado do Rio de Janeiro, descubro uma imagem nova, um ângulo diferente, uma luz natural que ainda não tinha percebido. Talvez por isso, aos meus olhos ela pareça tão mágica. O melhor de ir à Paraty é redescobrir Paraty.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Entra ano, sai ano, e ninguém faz a lição de casa


Ironia
Cascadura. Quanta ironia no nome do lugar onde a pequena Mariana Veras dos Passos, de 3 anos, morava. A casa da família da menina, no bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, desabou em decorrência das chuvas que atingiram a cidade no dia 31 de dezembro. O pai e a mãe da garota morreram, mas ela, depois do esforço dos bombeiros num resgate que durou seis horas, foi retirada dos escombros com vida. Infelizmente, no dia seguinte, Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu. No final a casca (a casa) que deveria proteger seus moradores não era tão dura assim.


A imagem da menina sendo resgatada, registrada pela Rede Globo, é uma das mais emocionantes dos últimos dias. Desde que começou a chover, 76 pessoas (até as 22 horas do dia 2 de janeiro) já morreram em três estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Este último com o maior número de casos, resultado principalmente dos deslizamentos de terra no sul do estado. Somente em Angra dos Reis foram resgatados 41 corpos até agora.


Águas claras
Paraitinga, em tupi-guarani significa águas claras. E foi justamente o banho de águas do rio que leva esse nome que acabou apagando parte do passado da cidade de São Luiz do Paraitinga, na região do Vale do Paraíba. A chuva fez o nível do rio Paraitinga subir mais de dez metros, inundando tudo. Agora, o Município do Estado de São Paulo com a maior quantidade de casarões históricos tombados pelo patrimônio, está praticamente coberto pelas águas claras.


O resultado da destruição foi confirmado neste sábado, quando um dos principais cartões postais do município, a igreja de São Luis de Tolosa, construída no século 19, ruiu. A imagem flagrada pela Band é também uma das mais comoventes deste início de ano.


Lazareto
Não é de hoje que a Ilha Grande, no sul do Estado do Rio de Janeiro, encanta os olhos de seus visitantes. Nem mesmo D. Pedro II quando visitou o local, em 1863, resistiu a tanto encantamento. Tanto que adquiriu a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios.

Curiosamente o local que abrigou durante anos (no século 19) o Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil (mais especificamente nos casos de cólera), e que nesta semana se transformou em palco da maior quantidade de vítimas fatais (28, até as 22 horas deste sábado) dessa tragédia provocada pelas chuvas, hoje não tem sequer um hospital. A Ilha Grande conta apenas com atendimento médico prestado em um posto de saúde. Casos mais graves têm que ser encaminhados para o hospital de Angra dos Reis.

Mais curioso ainda é saber que o fato de não ter hospital fez alguns turistas desistirem da viagem de Réveillon que haviam programado para Ilha Grande.


Aprendemos?
Impossível não lembrar da tragédia de Santa Catarina, Estado que em novembro de 2008 perdeu 126 vidas, vítimas de deslizamentos e inundações provocados pela chuva. Pior: concluir que pouco mais de um ano depois não aprendemos nada com essa lição.


Mais difícil ainda é não pensar na Baixada Santista e não comparar as situações. A região tem milhares de habitações construídas em áreas de risco ao longo da Serra do Mar e que podem despencar a qualquer momento ou ficar soterradas, dependendo da intensidade das chuvas.

O problema é justamente este: a ocupação desordenada é sempre chancelada pelo Poder Público. Seja porque autorizou a construção de condomínios luxuosos e mansões em áreas de Mata Atlântica ao longo do litoral de São Paulo, seja porque não impediu as invasões pela população de baixa renda de regiões, como por exemplo, a ocupada pelos bairros Cota, em Cubatão.

No entanto, quando acontece uma tragédia dessa proporção o mesmo Poder Público age como se não tivesse nenhuma culpa, afinal sobre a natureza em fúria ninguém tem controle, certo? Errado. É justamente a mão do homem que está provocando esse comportamento da natureza.

Mas se um governo não consegue sequer proteger uma serra, como exigir que líderes mundiais gananciosos se comprometam num acordo formal a abrir mão de riqueza na tentativa de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, freando o aquecimento global do planeta, e diminuindo fenômenos naturais como esses que destroem famílias inteiras?

Enquanto conferências do clima como a de Copenhague fracassarem sempre, tragédias como a de Angra dos Reis, que alimentaram a mídia (gananciosa pela desgraça alheia) continuarão existindo.

domingo, 29 de novembro de 2009

Três cores

Já disse aqui uma vez que pôr-do-sol é bonito em qualquer lugar. Mas se este lugar for o Nordeste brasileiro, aí o momento em que o sol se despede fica ainda mais bonito e colorido.

Aqui três momentos, três dias, três lugares diferentes, apesar de o cenário (cheio de coqueiros sempre) parecer o mesmo. Aqui o pôr-do-sol em três cores.










Mais pôr-do-sol em:
São Vicente
Atibaia
Ubatuba
A caminho de Ribeirão Preto
Ilha do Cardoso
Santos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Abundância X escassez


Nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco, o que se vê é fartura de quase tudo: tem uma infinidade de peixes nadando em pequenos espaços criados pela própria natureza, centenas de turistas fascinados com a abundância de peixes, muitas câmeras fotográficas digitais portadas pelos visitantes e uma grande quantidade de jangadas e jangadeiros que levam os turistas para ver os peixes.


A única coisa que não se tem em abundância no local é o tempo dado aos turistas. O passeio até as piscinas naturais custa R$ 10 por pessoa, mas dura apenas 45 minutos. Impossível apreciar tanta beleza em menos de uma hora.

Abundância - (substantivo feminino): fartura, grande quantidade. (Antônimo): falta, carência, escassez

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Deus é brasileiro

Deus é mesmo brasileiro. É essa a certeza que se tem depois de visitar um lugar como o mostrado na imagem. Na foz do Rio São Francisco (também chamado de Velho Chico pelos populares e de Opará pelos indígenas) uma montanha de areias surge pouco antes do encontro de suas águas com o Oceano Atlântico. É algo tão espetacular e surpreendente que parece inventado, plantado naquele lugar como se não fosse de verdade. Mas é real e extremamente lindo.

O passeio de barco até as dunas parte da cidade de Piaçabuçu, em Alagoas. O município ribeirinha serviu de cenário para o filme Deus é brasileiro, com Antonio Fagundes e Wagner Moura, e dirigido por Cacá Diegues. No longa, Deus resolve tirar umas férias e vai procurar um substituto em terras brasileiras.

Longo trajeto até a foz: o Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, atravessa os estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe e termina no sul de Alagoas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eles são alagoanos

Alagoas é terra de gente famosa como Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, Djavan, Nise da Silveira e Marta (melhor jogadora de futebol do mundo que atualmente defende o Santos).
Mas o Estado também é lugar de gente muito simples, como as populações ribeirinhas que vivem às margens do Rio São Francisco.