quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Verão


O verão começa às 22 horas e 22 minutos de hoje. Esta imagem foi obtida horas antes de ter início a estação mais quente do ano: às 6h30. A promessa é de muito calor e lindas imagens.










Esta é a imagem que tenho visto nas duas últimas semanas, da janela do ônibus, quando estou voltando para casa, depois de uma longa noite de trabalho.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Merecido nome

Não é difícil entender porque Ilhabela tem este nome. Merecido nome! A cidade, no Litoral Norte do Estado (aqui estou eu, novamente, saindo das nove cidades da Baixada Santista), além da exuberante beleza, conseguiu manter o status de mais preservada do país. Segundo matéria publicada hoje, em A Tribuna, Ilhabela tem 92% (32.073 ha) de preservação da Mata Atlântica original.


*Aproveito a imagem do mar de Ilhabela para lançar mais uma pequena série: molduras.
Segundo o dicionário Aurélio, moldura é a peça com que se cercam e/ou guarnecem pinturas, fotografias, etc.

Aqui, a imagem já vem com moldura, proporcionada pela própria natureza.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Fim de tarde na Baixada

Algumas cenas na Baixada Santista ficam mais bonitas no Verão. Como esta com dois adolescentes surfando (ou tentando surfar) no mar calmo na praia do Gonzaguinha, em São Vicente.
*A imagem está escura e granulada porque além da falta de luz, a pequena câmera que uso (que aliás é extremamente amadora e não tem nenhuma qualidade) estava programada para a menor resolução possível.

sábado, 25 de novembro de 2006

Lembranças da infância


Desde criança um dos meus programas favoritos, em Santos, era ir ao Aquário. Hoje, com 37 anos de idade, nada mudou.
Vale destacar que o Aquário de Santos é o primeiro aquário público do Brasil. Inaugurado em 1945 pelo então Presidente Getúlio Vargas, hoje é o segundo parque mais visitado do Estado, superado apenas pelo Zoológico de São Paulo.


*As tartarugas do Aquário são simplesmente fascinantes

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Quando a noite cai



1- São Vicente, Praia do Gonzaguinha, 22 de novembro

2- Santos, Praia do Embaré, 23 de novembro

Não importa a cidade, pôr do sol é sempre bonito

*As duas imagens foram obtidas pouco antes das 20 horas

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Formas e cores de Santos


Caminhar pelo Centro Histórico de Santos requer olhos bem atentos. Para não perder nenhum detalhe, é preciso olhar não apenas os belos imóveis. Voltar os olhos para o chão pode proporcionar surpresas agradáveis. Cada vez que passo por lá, sem pressa, descubro formas e cores em novas imagens.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Igredientes

Um pouco de mar e de Porto
Um pouco de Centro e de história
Um tanto de fé
Outro tanto de cultura
Junte tudo e descubra Santos,
a minha terra

O mar e o Porto estão no fundo da imagem. O Centro, que guarda a história, está no miolo da foto. A fé e a cultura estão destacadas na Igreja Catedral e no Teatro Coliseu (amarelo), um ao lado do outro.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Contra luz



Com a câmera contra a luz,
nos tornamos artistas.
Ainda mais quando a natureza ajuda.
Fim de tarde, na praia do Embaré, em Santos

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Bem mais que história



A primeira cidade do Brasil, São Vicente, tem muito mais do que história para oferecer. A paisagem, que já é naturalmente bela, vista do alto se torna fantástica. Para conseguir o ângulo, a dica é um vôo de paraglider.
Mas, para os menos aventureiros, a simples ida até a pista de onde saltam os mais corajosos, no alto do morro do Voturuá, já é suficiente. Vale a pena conferir.

*O crédito da foto é do jornalista Renato Freitas

terça-feira, 31 de outubro de 2006

De volta ao passado



A Bolsa Oficial do Café, no Centro de Santos, começou a ser construída em 1917. Edifício imponente, que representa com exatidão o período áureo do produto, foi inaugurado em 7 de setembro de 1922. Atualmente, abriga o Museu dos Cafés do Brasil.
Apesar da importância, a Bolsa do Café ainda não é tombada em nível federal. Situação que deve mudar a partir do dia 7 de dezembro. Na ocasião, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza primeira reunião fora de sua sede, no Rio de Janeiro. A reunião será no prédio da Bolsa e a visita dos técnicos marcará o tombamento, caso o pedido seja aprovado.

Quase noite




Igreja de Santa Rita,
em Paraty

Em Paraty, mais uma da série Igrejas


Bem longe das nove cidades da Baixada Santista, fica a pequena Paraty, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Com uma arquitetura fantástica, as igrejas da cidade são constantes alvos de câmeras fotográficas. Aqui a mais famosa delas.
Considerada cartão postal de Paraty, a Igreja de Santa Rita começou a ser construída em 1722, e foi tombada pela Secretaria do Patrimônio Histórico Nacional, em 1952.

Mais um ângulo



A igreja do Valongo é considerada uma das mais belas de Santos.
Anexa à Igreja está a Capela da Venerável Ordem Terceira
de São Francisco, datada de 1689.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Mais do mesmo


Outro ângulo,
outro dia
no mesmo lugar.

Mais um pouco da igreja do Valongo.
Aproveito para inaugurar a série igrejas,

com direito a outras cidades, além das nove

Meus olhos em Santos



Dois dias,
duas câmeras,
o mesmo olhar descobrindo
o Centro Histórico


No detalhe, a Igreja do Valongo

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

À margem


12 mil pessoas dentro de palafitas, sobre o rio. O cenário, invariavelmente pobre, é real e fica na Vila dos Pescadores, em Cubatão. Um breve passeio de barco - que revela paisagens e belezas naturais inesquecíveis, como as presenças do guará-vermelho e da garça azul - é suficiente para surpreender o olhar até dos mais distraídos. Diante de tanta desigualdade, ali se tem a noção exata do que é ser marginalizado (= estar à margem). No caso, à margem do rio e do restante da sociedade cubatense.
Por ironia do destino, Cubatão é dona do primeiro Parque Industrial do Brasil, considerado até hoje um dos mais importantes do Estado de São Paulo. Graças as suas indústrias, a cidade registrou, de acordo com o estudo Produto Interno Bruto dos municípios brasileiros 1999/2002, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior PIB da Região Metropolitana da Baixada Santista.
No país, Cubatão ficou com a 39ª colocação, à frente, inclusive, de Santos (que ficou com o 45º lugar), cidade mais desenvolvida da região. Mais incrível ainda é o item renda per capita (PIB dividido pelo total de habitantes), mostrado no mesmo estudo. Cubatão registrou R$ 40.337. Em suma, a Vila dos Pescadores é o oposto do que o município representa economicamente. São dois mundos dentro de uma única cidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Palco de comemorações


Tradição é o que não falta no Gonzaga. Com 116 anos de idade (completados no dia 21 de junho), o bairro de Santos é conhecido também por ser palco de vitórias. É para lá que a população se dirige sempre que tem motivos para comemorar. Ponto de encontro: a Praça da Independência (inaugurada em 1922). Talvez inspirados pelo fato histórico que dá nome a praça, os “conquistadores” de batalhas como as últimas copas do mundo pela seleção brasileira, e as vitórias do Santos Futebol Clube, seguem quase que de forma automática para lá.
Não é necessário combinar nada. Na hora exata todos estão lá: de caras pintadas e uniformizados. Cada um dando seu grito de independência. Como que abraçados pelos grandes edifícios que circulam a praça, o calor humano nestas grandes concentrações é evidente.
Na imagem, destaque para a conquista do penta campeonato da seleção brasileira, em 2002. Assim que o jogo contra a Alemanha acabou, e que as comemorações tiveram início no campo, a primeiro flash transmitido pela TV Globo, ao vivo e direto para todo o Brasil, foi justamente da Praça da Independência.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

"O barquinho vai, a tardinha cai”

Você já deve ter escutado esta música. E se ainda não ouviu a belíssima canção de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, basta um simples passeio pelo calçadão da orla, no bairro da Ponta da Praia, em Santos, para se ter a nítida sensação que é esta a trilha sonora do lugar. Ainda mais em um dia de sol. No detalhe da imagem, o marco em homenagem a D. Henrique, o Navegador. Tendo vivido entre 1394 e 1460, foi D. Henrique quem deu início ao ciclo dos descobrimentos portugueses, dedicando toda sua vida a navegação. Mas, naquele tempo, os barcos eram bem diferentes.

Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)
Dia de luz, festa de sol

e o barquinho a deslizar no macio azul do mar
tudo é verão o amor se faz
num barquinho pelo mar
que desliza sem parar
sem intenção nossa canção
vai saindo desse mar
e o sol beija o barco e luz
dias tão azuis

Volta do mar
desmaia o sol
e o barquinho a deslizar
a vontade de cantar
Céu tão azul
ilhas do sul
e o barquinho é um coração
deslizando na canção
Tudo isso é paz
tudo isso traz
uma calma de verão e então
o barquinho vai
a tardinha cai o barquinho vai

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Sob os olhos da Fortaleza

Vigilância constante. É assim desde o século XVI, data de construção da Fortaleza da Barra Grande, em Guarujá. De lá, Santos, do outro lado do canal, é eternamente vigiada. Mesmo sem ter esta função hoje, é assim que acontece.
Construída para defender a Vila de Santos dos ataques de corsários, durante o domínio espanhol, a Fortaleza jamais perdeu sua função original. Mesmo sem os piratas, e sem o menor perigo de guerra, conflitos ou invasões, ela permanece lá, atenta. Lançando seu olhar sobre Santos.
Do lado de cá, nosso eterno olhar para a Fortaleza. Olhar de contemplação, de admiração. Impossível passar diante dela sem perceber sua presença. Afinal, trata-se de uma construção com séculos de história.
E dessa troca de olhares, o que fica é a sensação de segurança. Guardados pela Fortaleza da Barra Grande, santistas e visitantes têm a grata sensação de que nada pode atingir a cidade enquanto formos vigiados.

Sambaiatuba: duas versões

“Onde os urubus têm casas e eu não tenho asas”
Em algum lugar não muito distante daqui, pessoas convivem com a miséria e o sofrimento diariamente. Revirando, rebuscando, separando o joio do trigo. Ou melhor, o lixo do lixo. Vivendo de lixo, comendo lixo. Uma realidade que a maioria das pessoas não conhece, mas com a qual Maria convive há muitos anos.
Maria, 38 anos, tem três filhos e não tem marido. A pele muito bronzeada e castigada pelo sol. Apesar dela morar no litoral de São Paulo, não há tempo para ir à praia. Sua cor vem da exposição diária ao sol, enquanto cata lixo na montanha. Uma montanha composta por toda a sujeira da sociedade moderna, pessoas e urubus. Tudo misturado numa montanha. Como pano de fundo, a cidade e seus grandes edifícios. A cidade e seus moradores/produtores de lixo.
Incansável, Maria vive de catar lixo. É com isso que ela sustenta sua família. Seus 38 anos, mais parecem 50. Sua aparência não é das melhores. O sol castiga sua pele. O lixo castiga as mãos. A vida castiga a história. Mas ela não desiste de procurar o lixo na montanha. O lixo que pode, um dia, mudar sua vida. Uma procura sem fim por um destino melhor.
Ela não reclama. Não há tempo para reclamações. Todo tempo deve ser aproveitado para recolher a maior quantidade de lixo possível. E o tempo parece interminável naquele lugar, onde os urubus em bandos sobrevoam o espaço, numa espécie de ritual, de anúncio, de aviso. Pássaros pretos que comunicam o óbvio, que só Maria não quer enxergar.
Maria prefere acreditar que tudo vai mudar. Acreditar que naquela montanha de lixo e restos de histórias, vai encontrar uma história melhor...

Da terra à terra
Parque Ecológico Sambaiatuba colhe as primeiras mudas de mangue
No princípio era o lixo. Agora, há vida. No lugar onde durante 33 anos funcionou um lixão, hoje são cultivadas mudas de plantas e flores, para replantio na região. É a vida brotando da terra, e voltando para ela. Em São Vicente, o cenário mudou: a montanha de lixo, de aproximadamente 17 metros de altura e 47 mil metros quadrados de extensão, deu lugar ao Parque Ecológico Sambaiatuba, que comemorou três anos de existência, com a semeadura de 2 mil mudas das três espécies de mangue que ainda vicejam na Baixada Santista: Rhizophora mangle, Avicennia schaueriana e Langularea racemosa.
Com o Parque Ecológico não são apenas os jardins e mangues que lucram. Os antigos catadores do lixão também estão colhendo frutos. No caso, a dignidade. É de lá que continuam tirando seu sustento, fortalecido por um sentimento de cidadania. Agora, eles trabalham como agentes de reciclagem e também participam dos cursos de alfabetização e informática, oferecidos na escola construída no local.

Impressões
A primeira parte dessa história foi produzida quando ainda cursava o 3º ano de jornalismo, e é resultado de uma visita que fiz ao lixão de Sambaiatuba, em São Vicente, para fotografar. Sem nenhuma pretensão jornalística, o texto (que não está na íntegra) foi apenas um desabafo por causa da miséria escancarada diante de meus olhos e lentes fotográficas.
Já o segundo texto é parte de matéria minha publicada em maio deste ano na revista Beach & Co. Apenas o primeiro e o último parágrafo. Apesar de falar do mesmo local, dessa vez a história contada foi bem diferente. Construída por gente, que assim como Maria (personagem fictício do primeiro texto, mas que poderia ser qualquer uma das dezenas de pessoas que viveram naquele lugar), não desistiu de sonhar com uma vida melhor.