domingo, 3 de janeiro de 2010

Entra ano, sai ano, e ninguém faz a lição de casa


Ironia
Cascadura. Quanta ironia no nome do lugar onde a pequena Mariana Veras dos Passos, de 3 anos, morava. A casa da família da menina, no bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, desabou em decorrência das chuvas que atingiram a cidade no dia 31 de dezembro. O pai e a mãe da garota morreram, mas ela, depois do esforço dos bombeiros num resgate que durou seis horas, foi retirada dos escombros com vida. Infelizmente, no dia seguinte, Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu. No final a casca (a casa) que deveria proteger seus moradores não era tão dura assim.


A imagem da menina sendo resgatada, registrada pela Rede Globo, é uma das mais emocionantes dos últimos dias. Desde que começou a chover, 76 pessoas (até as 22 horas do dia 2 de janeiro) já morreram em três estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Este último com o maior número de casos, resultado principalmente dos deslizamentos de terra no sul do estado. Somente em Angra dos Reis foram resgatados 41 corpos até agora.


Águas claras
Paraitinga, em tupi-guarani significa águas claras. E foi justamente o banho de águas do rio que leva esse nome que acabou apagando parte do passado da cidade de São Luiz do Paraitinga, na região do Vale do Paraíba. A chuva fez o nível do rio Paraitinga subir mais de dez metros, inundando tudo. Agora, o Município do Estado de São Paulo com a maior quantidade de casarões históricos tombados pelo patrimônio, está praticamente coberto pelas águas claras.


O resultado da destruição foi confirmado neste sábado, quando um dos principais cartões postais do município, a igreja de São Luis de Tolosa, construída no século 19, ruiu. A imagem flagrada pela Band é também uma das mais comoventes deste início de ano.


Lazareto
Não é de hoje que a Ilha Grande, no sul do Estado do Rio de Janeiro, encanta os olhos de seus visitantes. Nem mesmo D. Pedro II quando visitou o local, em 1863, resistiu a tanto encantamento. Tanto que adquiriu a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios.

Curiosamente o local que abrigou durante anos (no século 19) o Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil (mais especificamente nos casos de cólera), e que nesta semana se transformou em palco da maior quantidade de vítimas fatais (28, até as 22 horas deste sábado) dessa tragédia provocada pelas chuvas, hoje não tem sequer um hospital. A Ilha Grande conta apenas com atendimento médico prestado em um posto de saúde. Casos mais graves têm que ser encaminhados para o hospital de Angra dos Reis.

Mais curioso ainda é saber que o fato de não ter hospital fez alguns turistas desistirem da viagem de Réveillon que haviam programado para Ilha Grande.


Aprendemos?
Impossível não lembrar da tragédia de Santa Catarina, Estado que em novembro de 2008 perdeu 126 vidas, vítimas de deslizamentos e inundações provocados pela chuva. Pior: concluir que pouco mais de um ano depois não aprendemos nada com essa lição.


Mais difícil ainda é não pensar na Baixada Santista e não comparar as situações. A região tem milhares de habitações construídas em áreas de risco ao longo da Serra do Mar e que podem despencar a qualquer momento ou ficar soterradas, dependendo da intensidade das chuvas.

O problema é justamente este: a ocupação desordenada é sempre chancelada pelo Poder Público. Seja porque autorizou a construção de condomínios luxuosos e mansões em áreas de Mata Atlântica ao longo do litoral de São Paulo, seja porque não impediu as invasões pela população de baixa renda de regiões, como por exemplo, a ocupada pelos bairros Cota, em Cubatão.

No entanto, quando acontece uma tragédia dessa proporção o mesmo Poder Público age como se não tivesse nenhuma culpa, afinal sobre a natureza em fúria ninguém tem controle, certo? Errado. É justamente a mão do homem que está provocando esse comportamento da natureza.

Mas se um governo não consegue sequer proteger uma serra, como exigir que líderes mundiais gananciosos se comprometam num acordo formal a abrir mão de riqueza na tentativa de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, freando o aquecimento global do planeta, e diminuindo fenômenos naturais como esses que destroem famílias inteiras?

Enquanto conferências do clima como a de Copenhague fracassarem sempre, tragédias como a de Angra dos Reis, que alimentaram a mídia (gananciosa pela desgraça alheia) continuarão existindo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Já é verão


Às 15h47 de hoje, teve início o Verão. A estação mais quente e badalada segue até o dia 20 de março do próximo ano. Até lá, a previsão é de temperaturas altas e muitas tempestades.

Aqui, algumas cenas registradas em Santos, por volta das 19 horas, do primeiro pôr-do-sol do verão 2009/2010.



sábado, 12 de dezembro de 2009

Mar avança e ameaça cidades da Baixada Santista

Em tempos de Copenhague (quando líderes do mundo inteiro estão reunidos na Dinamarca discutindo propostas para tentar diminuir os gases de efeito estufa) nada mais justo do que falar do aquecimento global e do que ele provoca. E bem aqui na Baixada Santista, a elevação do nível do mar (um dos principais efeitos do superaquecimento do planeta) é uma ameaça constante.

Apesar do avanço do mar em boa parte desse pedaço do litoral paulista parecer inevitável, por enquanto, apenas pesquisadores e estudiosos estão preocupados. Representantes do Poder Público da região simplesmente insistem em ignorar o tema, afinal a expectativa é que o pior aconteça somente no final do século. Então pra que se preocupar agora? Certo? Errado.

Nas imagens, três matérias publicadas em A Tribuna (é só clicar para ler) em junho de 2008, fevereiro e dezembro de 2009. A última mostrando um estudo do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta. E olha que o cenário apontado pela pesquisa não nada positivo.



domingo, 29 de novembro de 2009

Três cores

Já disse aqui uma vez que pôr-do-sol é bonito em qualquer lugar. Mas se este lugar for o Nordeste brasileiro, aí o momento em que o sol se despede fica ainda mais bonito e colorido.

Aqui três momentos, três dias, três lugares diferentes, apesar de o cenário (cheio de coqueiros sempre) parecer o mesmo. Aqui o pôr-do-sol em três cores.










Mais pôr-do-sol em:
São Vicente
Atibaia
Ubatuba
A caminho de Ribeirão Preto
Ilha do Cardoso
Santos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Abundância X escassez


Nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco, o que se vê é fartura de quase tudo: tem uma infinidade de peixes nadando em pequenos espaços criados pela própria natureza, centenas de turistas fascinados com a abundância de peixes, muitas câmeras fotográficas digitais portadas pelos visitantes e uma grande quantidade de jangadas e jangadeiros que levam os turistas para ver os peixes.


A única coisa que não se tem em abundância no local é o tempo dado aos turistas. O passeio até as piscinas naturais custa R$ 10 por pessoa, mas dura apenas 45 minutos. Impossível apreciar tanta beleza em menos de uma hora.

Abundância - (substantivo feminino): fartura, grande quantidade. (Antônimo): falta, carência, escassez

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Deus é brasileiro

Deus é mesmo brasileiro. É essa a certeza que se tem depois de visitar um lugar como o mostrado na imagem. Na foz do Rio São Francisco (também chamado de Velho Chico pelos populares e de Opará pelos indígenas) uma montanha de areias surge pouco antes do encontro de suas águas com o Oceano Atlântico. É algo tão espetacular e surpreendente que parece inventado, plantado naquele lugar como se não fosse de verdade. Mas é real e extremamente lindo.

O passeio de barco até as dunas parte da cidade de Piaçabuçu, em Alagoas. O município ribeirinha serviu de cenário para o filme Deus é brasileiro, com Antonio Fagundes e Wagner Moura, e dirigido por Cacá Diegues. No longa, Deus resolve tirar umas férias e vai procurar um substituto em terras brasileiras.

Longo trajeto até a foz: o Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, atravessa os estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe e termina no sul de Alagoas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eles são alagoanos

Alagoas é terra de gente famosa como Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, Djavan, Nise da Silveira e Marta (melhor jogadora de futebol do mundo que atualmente defende o Santos).
Mas o Estado também é lugar de gente muito simples, como as populações ribeirinhas que vivem às margens do Rio São Francisco.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

50 centavos a trepada

Cana, coco e mar. No Nordeste, esses três itens são essenciais para a sobrevivência de milhares de famílias. Somados ao turismo, eles são responsáveis por boa parte da economia dos estados desse trecho do País.
Somente para dar o exemplo de dois deles (Pernambuco e Alagoas), para quase todos os lados que se olha essa mistura é tudo que se vê. Mas dos itens citados, um deles chama mais atenção: os cocos.

Essa fruta é responsável pela fortuna de umas poucas pessoas (os proprietários das fazendas de coqueiros), ao mesmo tempo que garante baixíssimos salários (aos trabalhadores que fazem o plantio e a colheita dos cocos). Quando falo em fortuna, me refiro a muito dinheiro mesmo e, quando digo baixíssimos salários, quero dizer miseráveis.

A conta é simples: enquanto um trabalhador ganha R$ 0,50 por cada coqueiro que sobe para colher a fruta (dependendo da árvore, esse valor pode cair para R$ 0,30), seu empregador é capaz de ser dono de milhares de coqueiros em áreas tão extensas que ocupam, às vezes, mais de um município.
Na foto, um pequeno pedaço da imensa fazenda de coqueiros da praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A expansão imobiliária, a onça e a imprensa

Foto: Jonne Roriz/AE
A notícia da onça suçuarana, que invadiu a Rodovia Anhanguera na semana passada e foi atropelada, ganhou neste fim de semana um capítulo que merece destaque. Na edição de domingo, do jornal O Estado de S. Paulo, uma matéria publicada no caderno Aliás chamou atenção para um problema sério e cada vez mais comum: a expansão imobiliária que avança sobre áreas de preservação e ameaça a fauna, que não tem para onde ir.

No texto escrito de forma brilhante pelo repórter Ivan Marsiglia, toda a história da onça - a decisão de atravessar a rodovia, o atropelamento, o resgate e a recuperação do animal, que está sob cuidados da clínica do Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais, da Mata Ciliar, em Jundiaí – é contada como se fosse a própria suçuarana narrando.

"A travessia, nem sei como fiz. Sou ligeiro, mas a sorte ajudou. Acontece que, quando ia dar o pulo do gato por cima da mureta, uma coisa grande bateu em mim. O mundo girou, não vi mais nada. O senhor sabe que sou sujeito de coragem: até a pintada, a maioral do pedaço, respeita minha valentia. Mas confesso que fiquei com medo. Paralisado. Mais de uma hora ali, encolhidinho, até vocês chegarem. Mostrei bem os dentes, que não sou de passar recibo".

Este é apenas um pequeno trecho do texto original, que vale a pena ser lido. Um alerta, um momento de reflexão necessário e feito pela imprensa. Que bom se na imprensa, todos os dias fossem assim.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Santos está cada vez mais vertical e cara

Elas vão dominar o mundo. Em Santos, esse objetivo começou a ser colocado em prática há anos, e o resultado (cada vez mais evidente) pode ser observado numa rápida andada pelas ruas da Cidade. Para ilustrar o que (e de quem) estou falando, escolhi o bairro do Embaré. Selecionei um pequeno trecho: entre os canais 4 (Avenida Siqueira Campos) e 5 (Avenida Almirante Cochrane) e entre a Avenida Bartolomeu de Gusmão (em frente a praia) e a Rua Vergueiro Steidel (imagem 1). Somente nesta área há cinco exemplos atuais do tema ao qual me refiro.

O assunto aqui é o tal boom imobiliário, incrementado pela economia estável do País. E elas (aquelas que vão dominar o mundo) são as construtoras, que compram os raríssimos terrenos vazios (ou os que ainda mantêm casas e pequenas construções) nas regiões mais nobres da Cidade e erguem torres de altíssimo padrão.

A matemática dessa operação (uma ou duas casas a menos é igual a um prédio alto) tem resultado numa super valorização dos imóveis (inclusive os usados), cuja consequência direta é a expulsão (para as periferias ou para as cidades vizinhas) de quem não consegue se manter num lugar onde viver é cada vez mais caro.

No Embaré o boom imobiliário é uma realidade. O bairro, que já é bastante verticalizado, não pára de crescer para cima. Além das recentes torres já prontas e ocupadas, outras estão em plena construção.

Na Avenida Bartolomeu de Gusmão, um prédio será construído ao lado de um do edifício mais torto da orla (imagem 2). Para quem não sabe, Santos tem o segundo pior solo do mundo (só perdendo para a Cidade do México). Assim, na avenida da praia muitos prédios mais antigos são tortos, decorrentes de fundações pouco profundas.

A segunda obra destacada (imagem 3) não fica em frente a praia, mas com certeza terá unidades com vista para o mar. É na Rua Oswaldo Cochrane. O edifício não ocupará apenas um terreno. Antes, na área comprada, funcionavam um estacionamento e um pequeno hotel.

O terceiro empreendimento, na Avenida Dr. Epitácio Pessoa (imagem 4) é de altíssimo nível. Quando a obra for concluída, com certeza será um dos edifícios mais altos da Cidade, com mais de 100 metros de altura.

O quarto prédio fica na mesma avenida (imagem 5). No local antes existia uma casa que chegou a ser usada como comitê político. Nesta quadra, aliás, hoje há apenas um edifício, que visto do alto se destaca entre as pequenas construções habitadas ou ocupadas por comércios.

O último exemplo apontado fica na Rua Álvaro Alvim (imagem 6). A construção, cujo modelo de fundação escolhido foi o chamado bate-estaca, acabou gerando ruído em excesso (essa é outra característica do boom imobiliário) e resultou na articulação da vizinhança que protestou, recolheu assinaturas e exigiu providências da Prefeitura. Graças a mobilização dos moradores, a construtora teve que acabar de cravar as estacas no solo utilizando outro método.


As imagens que ilustram o texto foram retiradas do Google Earth (de junho de 2009). Para ver os detalhes é só clicar para ampliar

domingo, 13 de setembro de 2009

SOS Mata Atlântica monitora pesca amadora no Lagamar

A Fundação SOS Mata Atlântica está monitorando a pesca amadora em Iguape, Cananeia e Ilha Comprida,, região conhecida como Lagamar, no extremo sul do Estado de São Paulo. O projeto Mata Atlântica & Pesca, desde fevereiro, está avaliando os impactos dessa atividade sobre os recursos pesqueiros, e acumulando informações com o objetivo de traçar um plano de manejo ambiental. Até o momento mais de 6 mil peixes capturados foram avaliados.

Nunca é demais falar sobre a importância dessa região que abriga a maior porção contínua de Mata Atlântica do País, além de estuários, manguezais, restingas, praias e ilhas. Não é à toa que a área é considerada um importante berçário de muitas espécies marinhas.

Por tudo isso, diagnósticos como o que a SOS Mata Atlântica pretende fazer são sempre positivos, pois somam conhecimento e alertam para a importância da responsabilidade dos atores sobre o meio. E é exatamente neste ponto que o trabalho ganha ainda mais mérito. Como depende dos guias de pesca para coletar os dados, o projeto vem despertando nas pessoas que estão participando, mesmo antes de ser concluído, consciência sobre a necessidade de preservar esse paraíso.

Para ler matéria publicada em A Tribuna é só clicar na imagem e ampliar



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Baixada Santista pelos olhos do Google Earth 1


O programa Google Earth é mesmo fantástico. Com imagens excelentes, por ele é possível viajar e conhecer lugares sem levantar da cadeira. Aqui, mostro um recorte do planeta: a praia de Santos, entre os bairros do Embaré e Aparecida. No meio da imagem, o traço que invade a área dos prédios é o Canal 5.

domingo, 6 de setembro de 2009

Livro mostra a beleza da Laje de Santos

Laje de Santos, Laje dos Sonhos, o primeiro livro com conteúdo todo dedicado à Laje de Santos (único parque marinho do Estado, localizado a 45 km da costa) será lançado no próximo dia 20, em São Paulo. A obra é uma oportunidade de conhecer um lugar especial da Cidade e, ao mesmo tempo, um alerta para a necessidade de preservação.

Com 10 capítulos (textos em português e inglês) e 156 fotografias, o livro é resultado de projeto da ONG Instituto Laje Viva e mostra toda a beleza e biodiversidade do local. Fotógrafos submarinos conceituados e pesquisadores participam da obra.

O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura, pela Lei de Incentivo à Cultura, e tem patrocínio da Petrobras. Com edição gráfica, impressão e distribuição da Editora Globo, a obra será vendida em livrarias de todo o País, mas terá uma parte (cerca de mil exemplares) da tiragem doada para escolas e bibliotecas.

Além disso, quem tiver interesse em contribuir com a ONG, deve entrar em contato pelos sites do Instituto Laje Viva e do livro Laje de Santos, Laje dos Sonhos, para ganhar um exemplar da obra.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ela voltou

Há um ano escrevi matéria que mostrava a preocupação de especialistas com o peixe mais popular do País: a sardinha. As estimativas de capturas eram tão ruins que os mais pessimistas apostavam no colapso desse importante recurso pesqueiro. No entanto, a tendência apontada naquele momento não se concretizou e a captura do peixe atingiu o patamar de 70 mil toneladas.

Doze meses depois o que não faltam são teorias para explicar a recuperação desse importante pescado. No entanto, o mais sensato pensamento, me parece, é o que aposta no defeso (quando a pesca é interrompida, permitindo a desova dos peixes) como principal fator de mudança de cenário. Desde 2003 a pesca da sardinha fica proibida duas vezes por ano (no verão e no inverno, totalizando cinco meses).

Nesta semana escrevi mais uma matéria sobre o mesmo tema, apontando um clima completamente diferente de agosto do ano passado. Hoje o cenário para o setor sardinheiro é tão bom que ao invés de colapso, já tem gente arriscando até a falar em abundância.




Para ler as duas matérias (publicadas em A Tribuna em agosto de 2008 e de 2009), é só clicar nas imagens.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vale do Quilombo, um pedaço de Santos quase esquecido

Fazia um tempinho que não me sentia tão feliz com a profissão de jornalista. Mas na semana passada, voltei para casa com aquela velha sensação de dever cumprido. E que sensação boa. O motivo de tanta satisfação foi uma matéria (publicada no dia 23) sobre as pessoas que vivem no Vale do Quilombo, um bairro que poucos santistas conhecem da Área Continental da Cidade.

Cercada de Mata Atlântica, a área é alvo de disputas judiciais há décadas. Agora, uma liminar da Justiça determinou que as cerca de cem famílias (o número não é oficial) que vivem no local desocupem a terra, que para elas é muito mais do que apenas um lugar para viver. A terra do Quilombo é para muitos a responsável pela comida que chega à mesa.

Das histórias mostradas pela reportagem (foram cinco), uma em especial me comoveu: a de Beatriz, uma menina de 11 anos, que não consegue ir para a escola porque o ônibus da Prefeitura não entra na estrada de terra, em péssimas condições, que dá acesso ao bairro.

O mais bacana é que outros colegas jornalistas acabaram contaminados por esse sentimento, e o resultado dessa comoção é uma bolsa cheia de livros que serão doados a Beatriz, a menina do Quilombo que adora ler.

Para ler a matéria publicada em A Tribuna, é só clicar na imagem e ampliar.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Santa Clara

Tem chovido tanto em Santos nos últimos dias, que resolvi apelar para Santa Clara. Mas como não sei desenhar um sol para ela, só me resta a opção de usar uma imagem do astro rei que cliquei aqui mesmo, no verão.


Lembrei até da música Giz, do Legião Urbana e resolvi usá-la como trilha sonora para reforçar o pedido:
"Desenho toda a calçada/Acaba o giz, tem tijolo de construção/ Eu rabisco o sol que a chuva apagou"

sábado, 16 de maio de 2009

Paraty quer título de patrimônio da humanidade

Entre os dias 22 e 30 de junho o Comitê do Patrimônio Mundial, da Unesco, se reunirá em Sevilha, na Espanha, para definir os locais que integrarão a lista do patrimônio da humanidade. A belíssima Paraty/RJ (na foto) é uma das concorrentes.
A seleta lista tem atualmente 878 patrimônios (sendo 679 culturais, 174 naturais e 25 mistos). Representando o Brasil, estão a Floresta da Mata Atlântica, o Arquipélago de Fernando de Noronha e o Atol das Rocas (natural), Brasília e o Centro Histórico de Salvador (cultural), entre outros. No total o País tem 17 lugares com o título da Unesco.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O patrimônio de uma cidade

A ida até Cananeia para verificar a erosão na Ilha do Cardoso acabou rendendo outras matérias. Uma delas sobre Iguape, cidade que abriga um verdadeiro patrimônio histórico e que deve ser tombada (em âmbito nacional) pelo Iphan até o fim do ano.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Erguida em uma cidade que abriga imóveis do período colonial, a Basílica do Bom Jesus de Iguape (em Iguape, é claro) começou a ser construída no século 18. Hoje tem em seu acervo a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape, que foi encontrada na Praia do Una (Jureia) e atrai milhares de romeiros todos os anos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Erosão na Ilha do Cardoso

Resolvi copiar a excelente ideia do jornalista (e colega de redação) Rafael Motta e publicar por aqui também algumas de minhas reportagens, uma maneira de deixar o material à disposição de outros leitores. A decisão coincide com a pergunta de outra jornalista (só que de São Paulo) e amiga Bia Rodrigues, que no post anterior questionou se eu havia feito matéria sobre a Ilha do Cardoso. Então a resposta está aqui: fiz sim. Junto com repórter Nilson Regalado e com imagens da repórter-fotográfica Fernanda Luz.
Para ler a matéria, basta clicar na imagem para ampliá-la. Espero que funcione.