terça-feira, 13 de abril de 2010
Os barcos, o mar, a pesca. Algumas paixões (1)
terça-feira, 30 de março de 2010
Redescobrindo Paraty
sábado, 30 de janeiro de 2010
Déficit habitacional sem fim

domingo, 3 de janeiro de 2010
Entra ano, sai ano, e ninguém faz a lição de casa
Ironia
Cascadura. Quanta ironia no nome do lugar onde a pequena Mariana Veras dos Passos, de 3 anos, morava. A casa da família da menina, no bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, desabou em decorrência das chuvas que atingiram a cidade no dia 31 de dezembro. O pai e a mãe da garota morreram, mas ela, depois do esforço dos bombeiros num resgate que durou seis horas, foi retirada dos escombros com vida. Infelizmente, no dia seguinte, Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu. No final a casca (a casa) que deveria proteger seus moradores não era tão dura assim.
A imagem da menina sendo resgatada, registrada pela Rede Globo, é uma das mais emocionantes dos últimos dias. Desde que começou a chover, 76 pessoas (até as 22 horas do dia 2 de janeiro) já morreram em três estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Este último com o maior número de casos, resultado principalmente dos deslizamentos de terra no sul do estado. Somente em Angra dos Reis foram resgatados 41 corpos até agora.

Águas claras
Paraitinga, em tupi-guarani significa águas claras. E foi justamente o banho de águas do rio que leva esse nome que acabou apagando parte do passado da cidade de São Luiz do Paraitinga, na região do Vale do Paraíba. A chuva fez o nível do rio Paraitinga subir mais de dez metros, inundando tudo. Agora, o Município do Estado de São Paulo com a maior quantidade de casarões históricos tombados pelo patrimônio, está praticamente coberto pelas águas claras.
O resultado da destruição foi confirmado neste sábado, quando um dos principais cartões postais do município, a igreja de São Luis de Tolosa, construída no século 19, ruiu. A imagem flagrada pela Band é também uma das mais comoventes deste início de ano.

Lazareto
Não é de hoje que a Ilha Grande, no sul do Estado do Rio de Janeiro, encanta os olhos de seus visitantes. Nem mesmo D. Pedro II quando visitou o local, em 1863, resistiu a tanto encantamento. Tanto que adquiriu a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios.
Curiosamente o local que abrigou durante anos (no século 19) o Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil (mais especificamente nos casos de cólera), e que nesta semana se transformou em palco da maior quantidade de vítimas fatais (28, até as 22 horas deste sábado) dessa tragédia provocada pelas chuvas, hoje não tem sequer um hospital. A Ilha Grande conta apenas com atendimento médico prestado em um posto de saúde. Casos mais graves têm que ser encaminhados para o hospital de Angra dos Reis.
Mais curioso ainda é saber que o fato de não ter hospital fez alguns turistas desistirem da viagem de Réveillon que haviam programado para Ilha Grande.

Impossível não lembrar da tragédia de Santa Catarina, Estado que em novembro de 2008 perdeu 126 vidas, vítimas de deslizamentos e inundações provocados pela chuva. Pior: concluir que pouco mais de um ano depois não aprendemos nada com essa lição.
Mais difícil ainda é não pensar na Baixada Santista e não comparar as situações. A região tem milhares de habitações construídas em áreas de risco ao longo da Serra do Mar e que podem despencar a qualquer momento ou ficar soterradas, dependendo da intensidade das chuvas.
O problema é justamente este: a ocupação desordenada é sempre chancelada pelo Poder Público. Seja porque autorizou a construção de condomínios luxuosos e mansões em áreas de Mata Atlântica ao longo do litoral de São Paulo, seja porque não impediu as invasões pela população de baixa renda de regiões, como por exemplo, a ocupada pelos bairros Cota, em Cubatão.
No entanto, quando acontece uma tragédia dessa proporção o mesmo Poder Público age como se não tivesse nenhuma culpa, afinal sobre a natureza em fúria ninguém tem controle, certo? Errado. É justamente a mão do homem que está provocando esse comportamento da natureza.
Mas se um governo não consegue sequer proteger uma serra, como exigir que líderes mundiais gananciosos se comprometam num acordo formal a abrir mão de riqueza na tentativa de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, freando o aquecimento global do planeta, e diminuindo fenômenos naturais como esses que destroem famílias inteiras?
Enquanto conferências do clima como a de Copenhague fracassarem sempre, tragédias como a de Angra dos Reis, que alimentaram a mídia (gananciosa pela desgraça alheia) continuarão existindo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mar avança e ameaça cidades da Baixada Santista
Apesar do avanço do mar em boa parte desse pedaço do litoral paulista parecer inevitável, por enquanto, apenas pesquisadores e estudiosos estão preocupados. Representantes do Poder Público da região simplesmente insistem em ignorar o tema, afinal a expectativa é que o pior aconteça somente no final do século. Então pra que se preocupar agora? Certo? Errado.
Nas imagens, três matérias publicadas em A Tribuna (é só clicar para ler) em junho de 2008, fevereiro e dezembro de 2009. A última mostrando um estudo do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta. E olha que o cenário apontado pela pesquisa não nada positivo.

domingo, 29 de novembro de 2009
Três cores
Aqui três momentos, três dias, três lugares diferentes, apesar de o cenário (cheio de coqueiros sempre) parecer o mesmo. Aqui o pôr-do-sol em três cores.
Mais pôr-do-sol em:
São Vicente
Atibaia
Ubatuba
A caminho de Ribeirão Preto
Ilha do Cardoso
Santos
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Abundância X escassez

Nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco, o que se vê é fartura de quase tudo: tem uma infinidade de peixes nadando em pequenos espaços criados pela própria natureza, centenas de turistas fascinados com a abundância de peixes, muitas câmeras fotográficas digitais portadas pelos visitantes e uma grande quantidade de jangadas e jangadeiros que levam os turistas para ver os peixes.

A única coisa que não se tem em abundância no local é o tempo dado aos turistas. O passeio até as piscinas naturais custa R$ 10 por pessoa, mas dura apenas 45 minutos. Impossível apreciar tanta beleza em menos de uma hora.
Abundância - (substantivo feminino): fartura, grande quantidade. (Antônimo): falta, carência, escassez
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Deus é brasileiro
Deus é mesmo brasileiro. É essa a certeza que se tem depois de visitar um lugar como o mostrado na imagem. Na foz do Rio São Francisco (também chamado de Velho Chico pelos populares e de Opará pelos indígenas) uma montanha de areias surge pouco antes do encontro de suas águas com o Oceano Atlântico. É algo tão espetacular e surpreendente que parece inventado, plantado naquele lugar como se não fosse de verdade. Mas é real e extremamente lindo.O passeio de barco até as dunas parte da cidade de Piaçabuçu, em Alagoas. O município ribeirinha serviu de cenário para o filme Deus é brasileiro, com Antonio Fagundes e Wagner Moura, e dirigido por Cacá Diegues. No longa, Deus resolve tirar umas férias e vai procurar um substituto em terras brasileiras.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Eles são alagoanos
Alagoas é terra de gente famosa como Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, Djavan, Nise da Silveira e Marta (melhor jogadora de futebol do mundo que atualmente defende o Santos). Mas o Estado também é lugar de gente muito simples, como as populações ribeirinhas que vivem às margens do Rio São Francisco.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
50 centavos a trepada
A conta é simples: enquanto um trabalhador ganha R$ 0,50 por cada coqueiro que sobe para colher a fruta (dependendo da árvore, esse valor pode cair para R$ 0,30), seu empregador é capaz de ser dono de milhares de coqueiros em áreas tão extensas que ocupam, às vezes, mais de um município.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A expansão imobiliária, a onça e a imprensa
A notícia da onça suçuarana, que invadiu a Rodovia Anhanguera na semana passada e foi atropelada, ganhou neste fim de semana um capítulo que merece destaque. Na edição de domingo, do jornal O Estado de S. Paulo, uma matéria publicada no caderno Aliás chamou atenção para um problema sério e cada vez mais comum: a expansão imobiliária que avança sobre áreas de preservação e ameaça a fauna, que não tem para onde ir.No texto escrito de forma brilhante pelo repórter Ivan Marsiglia, toda a história da onça - a decisão de atravessar a rodovia, o atropelamento, o resgate e a recuperação do animal, que está sob cuidados da clínica do Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais, da Mata Ciliar, em Jundiaí – é contada como se fosse a própria suçuarana narrando.
Este é apenas um pequeno trecho do texto original, que vale a pena ser lido. Um alerta, um momento de reflexão necessário e feito pela imprensa. Que bom se na imprensa, todos os dias fossem assim.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Santos está cada vez mais vertical e cara
Elas vão dominar o mundo. Em Santos, esse objetivo começou a ser colocado em prática há anos, e o resultado (cada vez mais evidente) pode ser observado numa rápida andada pelas ruas da Cidade. Para ilustrar o que (e de quem) estou falando, escolhi o bairro do Embaré. Selecionei um pequeno trecho: entre os canais 4 (Avenida Siqueira Campos) e 5 (Avenida Almirante Cochrane) e entre a Avenida Bartolomeu de Gusmão (em frente a praia) e a Rua Vergueiro Steidel (imagem 1). Somente nesta área há cinco exemplos atuais do tema ao qual me refiro.
A matemática dessa operação (uma ou duas casas a menos é igual a um prédio alto) tem resultado numa super valorização dos imóveis (inclusive os usados), cuja consequência direta é a expulsão (para as periferias ou para as cidades vizinhas) de quem não consegue se manter num lugar onde viver é cada vez mais caro.
Na Avenida Bartolomeu de Gusmão, um prédio será construído ao lado de um do edifício mais torto da orla (imagem 2). Para quem não sabe, Santos tem o segundo pior solo do mundo (só perdendo para a Cidade do México). Assim, na avenida da praia muitos prédios mais antigos são tortos, decorrentes de fundações pouco profundas.
O terceiro empreendimento, na Avenida Dr. Epitácio Pessoa (imagem 4) é de altíssimo nível. Quando a obra for concluída, com certeza será um dos edifícios mais altos da Cidade, com mais de 100 metros de altura.O quarto prédio fica na mesma avenida (imagem 5). No local antes existia uma casa que chegou a ser usada como comitê político. Nesta quadra, aliás, hoje há apenas um edifício, que visto do alto se destaca entre as pequenas construções habitadas ou ocupadas por comércios.
O último exemplo apontado fica na Rua Álvaro Alvim (imagem 6). A construção, cujo modelo de fundação escolhido foi o chamado bate-estaca, acabou gerando ruído em excesso (essa é outra característica do boom imobiliário) e resultou na articulação da vizinhança que protestou, recolheu assinaturas e exigiu providências da Prefeitura. Graças a mobilização dos moradores, a construtora teve que acabar de cravar as estacas no solo utilizando outro método. 
As imagens que ilustram o texto foram retiradas do Google Earth (de junho de 2009). Para ver os detalhes é só clicar para ampliar
domingo, 13 de setembro de 2009
SOS Mata Atlântica monitora pesca amadora no Lagamar
A Fundação SOS Mata Atlântica está monitorando a pesca amadora em Iguape, Cananeia e Ilha Comprida,, região conhecida como Lagamar, no extremo sul do Estado de São Paulo. O projeto Mata Atlântica & Pesca, desde fevereiro, está avaliando os impactos dessa atividade sobre os recursos pesqueiros, e acumulando informações com o objetivo de traçar um plano de manejo ambiental. Até o momento mais de 6 mil peixes capturados foram avaliados. Por tudo isso, diagnósticos como o que a SOS Mata Atlântica pretende fazer são sempre positivos, pois somam conhecimento e alertam para a importância da responsabilidade dos atores sobre o meio. E é exatamente neste ponto que o trabalho ganha ainda mais mérito. Como depende dos guias de pesca para coletar os dados, o projeto vem despertando nas pessoas que estão participando, mesmo antes de ser concluído, consciência sobre a necessidade de preservar esse paraíso.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Baixada Santista pelos olhos do Google Earth 1

O programa Google Earth é mesmo fantástico. Com imagens excelentes, por ele é possível viajar e conhecer lugares sem levantar da cadeira. Aqui, mostro um recorte do planeta: a praia de Santos, entre os bairros do Embaré e Aparecida. No meio da imagem, o traço que invade a área dos prédios é o Canal 5.
domingo, 6 de setembro de 2009
Livro mostra a beleza da Laje de Santos
Com 10 capítulos (textos em português e inglês) e 156 fotografias, o livro é resultado de projeto da ONG Instituto Laje Viva e mostra toda a beleza e biodiversidade do local. Fotógrafos submarinos conceituados e pesquisadores participam da obra.
O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura, pela Lei de Incentivo à Cultura, e tem patrocínio da Petrobras. Com edição gráfica, impressão e distribuição da Editora Globo, a obra será vendida em livrarias de todo o País, mas terá uma parte (cerca de mil exemplares) da tiragem doada para escolas e bibliotecas.
Além disso, quem tiver interesse em contribuir com a ONG, deve entrar em contato pelos sites do Instituto Laje Viva e do livro Laje de Santos, Laje dos Sonhos, para ganhar um exemplar da obra.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ela voltou
Doze meses depois o que não faltam são teorias para explicar a recuperação desse importante pescado. No entanto, o mais sensato pensamento, me parece, é o que aposta no defeso (quando a pesca é interrompida, permitindo a desova dos peixes) como principal fator de mudança de cenário. Desde 2003 a pesca da sardinha fica proibida duas vezes por ano (no verão e no inverno, totalizando cinco meses).
Nesta semana escrevi mais uma matéria sobre o mesmo tema, apontando um clima completamente diferente de agosto do ano passado. Hoje o cenário para o setor sardinheiro é tão bom que ao invés de colapso, já tem gente arriscando até a falar em abundância.


Para ler as duas matérias (publicadas em A Tribuna em agosto de 2008 e de 2009), é só clicar nas imagens.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Vale do Quilombo, um pedaço de Santos quase esquecido
Fazia um tempinho que não me sentia tão feliz com a profissão de jornalista. Mas na semana passada, voltei para casa com aquela velha sensação de dever cumprido. E que sensação boa. O motivo de tanta satisfação foi uma matéria (publicada no dia 23) sobre as pessoas que vivem no Vale do Quilombo, um bairro que poucos santistas conhecem da Área Continental da Cidade.Cercada de Mata Atlântica, a área é alvo de disputas judiciais há décadas. Agora, uma liminar da Justiça determinou que as cerca de cem famílias (o número não é oficial) que vivem no local desocupem a terra, que para elas é muito mais do que apenas um lugar para viver. A terra do Quilombo é para muitos a responsável pela comida que chega à mesa.
Das histórias mostradas pela reportagem (foram cinco), uma em especial me comoveu: a de Beatriz, uma menina de 11 anos, que não consegue ir para a escola porque o ônibus da Prefeitura não entra na estrada de terra, em péssimas condições, que dá acesso ao bairro.O mais bacana é que outros colegas jornalistas acabaram contaminados por esse sentimento, e o resultado dessa comoção é uma bolsa cheia de livros que serão doados a Beatriz, a menina do Quilombo que adora ler.
Para ler a matéria publicada em A Tribuna, é só clicar na imagem e ampliar.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Santa Clara
sábado, 16 de maio de 2009
Paraty quer título de patrimônio da humanidade








