segunda-feira, 19 de outubro de 2009

50 centavos a trepada

Cana, coco e mar. No Nordeste, esses três itens são essenciais para a sobrevivência de milhares de famílias. Somados ao turismo, eles são responsáveis por boa parte da economia dos estados desse trecho do País.
Somente para dar o exemplo de dois deles (Pernambuco e Alagoas), para quase todos os lados que se olha essa mistura é tudo que se vê. Mas dos itens citados, um deles chama mais atenção: os cocos.

Essa fruta é responsável pela fortuna de umas poucas pessoas (os proprietários das fazendas de coqueiros), ao mesmo tempo que garante baixíssimos salários (aos trabalhadores que fazem o plantio e a colheita dos cocos). Quando falo em fortuna, me refiro a muito dinheiro mesmo e, quando digo baixíssimos salários, quero dizer miseráveis.

A conta é simples: enquanto um trabalhador ganha R$ 0,50 por cada coqueiro que sobe para colher a fruta (dependendo da árvore, esse valor pode cair para R$ 0,30), seu empregador é capaz de ser dono de milhares de coqueiros em áreas tão extensas que ocupam, às vezes, mais de um município.
Na foto, um pequeno pedaço da imensa fazenda de coqueiros da praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas.

3 comentários:

Bc Guedes disse...

Neste país, onde tem riqueza, tem exploração. E miséria como consequência.

Flávia Saad disse...

Só você mesmo para fazer um post como esse!!
Vou pensar nisso quando for beber minha próxima água de coco na praia...
bjs

Tadeu disse...

Tá bom, eu confesso que cliquei no post pq fiquei atraído pelo título "50 centavos a trepada". rs Mas é isso aí, o Haiti é aqui. Enquanto houver miseráveis, há pessoas que vendem voto a troco de cesta básica. E políticos prontos para comprar. E fecha-se o ciclo.